
O
Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE/AL) divulgou, ne sexta-feira (15),
a lista dos municípios que serão investigados por não cumprirem a chamada
Lei da Transparência. Das 102 cidades alagoanas, oito não possuem portal da
transparência, obrigatório desde 2013 para localidades com até 50 mil
habitantes.
Em um
primeiro momento, serão fiscalizados os municípios da Barra de Santo Antônio,
Belém, Flexeiras, Girau do Ponciano, Jaramataia, Joaquim Gomes, Piranhas e
Roteiro. Nenhum deles disponibilizou informações sobre receitas e despesas ou a
relação dos servidores públicos municipais que recebem vencimentos da
prefeitura.
Paralelo
a esses, outros dez municípios também ficaram reprovados no quesito
transparência, mas ainda não tiveram seus nomes divulgados. "Alguns
criaram sites sem as informações que a lei determina. O TCE está avaliando
todos eles e serão os primeiros a ser fiscalizados esse ano", esclareceu a
assessoria de imprensa do órgão.
Caso as
irregularidades sejam comprovadas, os gestores podem responder por improbidade
administrativa - a pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de perda da
função pública. Os Ministérios Públicos Federal (MPF) e de Contas (MPC) também
devem entrar na investigação.
No final
de 2015, o TCE já havia divulgado uma pesquisa, feita entre fevereiro e março,
que apontava que 16 cidades descumpriam a Lei da Transparência. O estudo foi
realizado em parceria com o Fórum de Combate à Corrupção (Focco) e constatou
que as administrações não disponibilizam informações de receita e despesas
desde 2013.
Lista
À época,
foram apontados como irregulares Barra de Santo Antônio, Belém, Flexeiras,
Igreja Nova, Joaquim Gomes, Jundiá, Junqueiro, Matriz do Camaragibe, Murici,
Olho d'Água Grande, Porto de Pedra, Porto Real do Colégio, Roteiro, São Braz,
São Luiz do Quitunde e Teotônio Vilela.
Os demais
municípios possuiriam portal da transparência próprio ou se utilizariam do
Sistema Integrado de Controle e Auditoria Pública (Sicap) para o cumprimento da
legislação, que determina que os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário disponibilizem
publicamente os gastos relativos às contas de cada uma das esferas.
Devido à
falta de transparência, o TCE/AL chegou a solicitar ao Ministério Público
Estadual (MPE), à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) e ao Banco Central a
suspensão das transferências de verbas voluntárias até que a situação fosse
regularizada.
Da
Redação com Gazetaweb
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