quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Rio São Francisco sobe 200% e vazão da Casca D'Anta triplica após chuvas

Sobradinho (Foto/ABr)
Há oito anos a vazão da Cachoeira Casca D'anta na Serra da Canastra, em São Roque de Minas, não era tão intensa como a que foi registrada nesta quarta-feira (20), segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). 
As chuvas frequentes de uma semana inteira elevaram o nível do Rio São Francisco em quatro metros. O volume é de 200% a mais que em 2014 e 2015, quando o rio enfrentou seca drástica da nascente histórica. Ainda na região Centro-Oeste de Minas, as cidades de Divinópolis, Córrego Danta e Conceição do Pará adotam medidas para reduzir o prejuízo causado pelas chuvas.
O trecho de um vídeo enviado por um morador mostra que não é possível chegar próximo da cachoeira. O ICMbio informou que não há proibição de tráfego de turistas no local, contudo, a orientação é não se aproximar da cachoeira por conta do chamado "spray de água" lançado pela cachoeira. Também não é aconselhável nadar pelos riscos de tromba d'água.
O chefe substituto do Parque Nacional da Serra da Canastra e representante do ICMbio, Vicente Faria, disse que o Rio São Francisco percorre 14 quilômetros até a cachoeira Casca D'anta. As nascentes estão jorrando água, mas por conta das condições das estradas não é possível chegar a nenhuma delas. Turistas com carros de passeio não conseguem subir a serra.
O ICMbio monitora áreas de risco de desmoronamento e informa que até o momento está tudo sob controle. A recomendação é que os turistas esperem as chuvas cessarem para então visitarem a região da Serra da Canastra.
Há oito anos a vazão da Cachoeira Casca D'anta na Serra da Canastra, em São Roque de Minas, não era tão intensa como a que foi registrada nesta quarta-feira (20), segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio). As chuvas frequentes de uma semana inteira elevaram o nível do Rio São Francisco em quatro metros. O volume é de 200% a mais que em 2014 e 2015, quando o rio enfrentou seca drástica da nascente histórica. Ainda na região Centro-Oeste de Minas, as cidades de Divinópolis, Córrego Danta e Conceição do Pará adotam medidas para reduzir o prejuízo causado pelas chuvas.
O trecho de um vídeo enviado por um morador mostra que não é possível chegar próximo da cachoeira. O ICMbio informou que não há proibição de tráfego de turistas no local, contudo, a orientação é não se aproximar da cachoeira por conta do chamado "spray de água" lançado pela cachoeira. Também não é aconselhável nadar pelos riscos de tromba d'água.
O chefe substituto do Parque Nacional da Serra da Canastra e representante do ICMbio, Vicente Faria, disse que o Rio São Francisco percorre 14 quilômetros até a cachoeira Casca D'anta. As nascentes estão jorrando água, mas por conta das condições das estradas não é possível chegar a nenhuma delas. Turistas com carros de passeio não conseguem subir a serra.
O ICMbio monitora áreas de risco de desmoronamento e informa que até o momento está tudo sob controle. A recomendação é que os turistas esperem as chuvas cessarem para então visitarem a região da Serra da Canastra.
A Defesa Civil também retirou duas famílias de áreas de risco na noite desta terça-feira (19). Havia possibilidade de as casas desabarem depois que água invadiu os imóveis, nos Bairros Danilo Passos e Candelária. Os moradores foram encaminhados a um ginásio poliesportivo na região central.
Na mesma noite um barranco desmoronou e atingiu o muro de uma casa no Alto São João de Deus. Os escombros já foram removidos do local. Houve alagamento no Bairro Quintino, em um trecho da MG-050. A água na pista deixou o trânsito lento na região. A concessionaria que administra o trecho enviou equipes para drenar a água e sinalizar a pista.
Na Vila João Cota, moradores passaram a noite se revezando para verificar o nível de um córrego, que não parava de subir. A ação foi uma medida preventiva adotada há anos pela comunidade, que já perdeu muitos pertences em enchentes anteriores.
No domingo (17) ocorreu na cidade uma reunião que discutiu informações sobre as chuvas que têm atingido a região nos últimos dias. O encontro foi solicitado pela administração municipal e contou com a presença do Conselho Municipal de Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e da Companhia de Saneamento (Copasa), que faz o monitoramento constante do nível do Rio Itapecerica.


Previsão para a região
Ainda de acordo com o Inmet, depois de quinta-feira (21) a chuva deverá reduzir durante o dia e cair em forma de pancadas somente à tarde nas cidades do Centro-Oeste. Isso ocorrerá porque a umidade ficará elevada e assim a temperatura também se eleva a e a reposta disso é chuva em forma de pancada.
O Inmet ainda informou que para as próximas horas a temperatura mínima é de 16 graus e máxima de 30º. A umidade relativa do ar ficará entre 70% e 100%. O céu continua nublado e com chuva frequente.

Segundo o meteorologista Luiz Ladeia, desde 2011 não chovia como tem ocorrido na região. "Pelo menos os níveis pararam de baixar. Mas as principais reservas ainda estão necessitando de complemento. Em termos de agricultura e reservatórios, essa chuva frequente e mais branda ajuda muito, afinal, os lençóis freáticos vão sendo cada vez mais umedecidos", disse.
Por Anna Lúcia Silva e Ricardo Welbert do G1 Centro-Oeste de Minas

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