O
governo alemão condenou hoje (5) os vários ataques sexuais aparentemente
coordenados contra mulheres que ocorreram na virada do ano em Colônia, na
região oeste da Alemanha, e que teriam sido supostamente cometidos por homens
de origem árabe.
O
ministro da Justiça alemão, Heiko Mass, advertiu, no entanto, para os perigos
dos sentimentos anti-migrantes e alertou para o risco de se criarem bodes
expiatórios.
Mass
pediu uma investigação minuciosa sobre as agressões, que teriam sido cometidas
por um grupo de foliões, durante os festejos de fim do ano na principal estação
ferroviária de Colônia. Entre as várias agressões, existe o relato de pelo
menos um caso de estupro.
“Isto
representa uma nova dimensão de crime com a qual teremos de lidar”, disse o
ministro. “As autoridades estão trabalhando intensivamente para determinar quem
está por trás disto”, prosseguiu.
Questionado
pelos jornalistas se os ataques poderiam ter sido cometidos por refugiados,
Heiko Mass disse que a polícia continua a trabalhar na identificação dos
suspeitos.
“A
questão não é sobre as origens [das pessoas], mas sobre aquilo que fizeram”,
afirmou o ministro alemão, advertindo que associar este assunto à questão dos
refugiados é prematuro. “Agora é tempo de determinar os fatos e, em seguida,
decidir sobre as consequências necessárias”, frisou.
A
polícia de Colônia disse hoje que recebeu 90 queixas-crimes e várias
testemunhas relataram que grupos de 20 a 30 jovens adultos “que pareciam ser de
origem árabe” cercaram e agrediram as vítimas. As testemunhas também
descreveram alguns furtos.
“É
possível que mais pessoas apresentem queixas”, disse um porta-voz da polícia,
citado pela agência de notícias alemã DPA.
O
ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, declarou estar igualmente chocado
com os ataques que qualificou como “desprezíveis”.
“No
entanto, isto não pode levar refugiados, que procuram a nossa proteção contra a
perseguição, a serem colocados sob suspeita”, disse Maiziere.
As
autoridades de Colônia convocaram uma reunião extraordinária, para esta
terça-feira, com as forças policiais para discutir o caso.
Da Agência Lusa
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