domingo, 20 de março de 2016

Avião que caiu em SP não tinha caixa-preta

Caetano Cury/Rádio Bandeirantes
O monomotor modelo CA-9 que caiu na tarde deste sábado sobre uma região residencial da zona norte de São Paulo, e causou a morte do ex-presidente da Vale Roger Agnelli e mais seis pessoas, era experimental e, por isso, não possuía caixa-preta.

A informação foi confirmada pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa). O órgão busca agora possíveis gravações feitas na torre de controle do aeroporto para tentar descobrir as causas do acidente.

Os corpos das sete vítimas já foram liberados pelo IML para as famílias. Morreram no acidente, além de Agnelli, Andrea Agnelli, sua mulher; Anna Carolina e João Agnelli, seus filhos; e ainda Parris Bittencourt, marido de Anna, Carolina Marques, namorada de João, e o piloto, Paulo Roberto Bau. 

Família retira pertences

Moradores da casa atingida pela aeronave retiraram neste domingo os objetos de uso pessoal que não foram destruídos pelo fogo. Sem gravar entrevista, os parentes de Armando Carrara e das outras pessoas que estavam na casa disseram que todos passam bem. 

Os cômodos da parte frontal ficaram completamente destruídos e o sobrado de dois andares corre o risco de desabar, segundo a Defesa Civil. Um buraco foi aberto na fachada e expõe o interior do imóvel incendiado; o telhado da casa e o portão da garagem foram destruídos.

Cinco veículos foram queimados pelo fogo da explosão - três estavam na garagem e dois na rua. Segundo um vizinho, o combustível da aeronave escorreu rua abaixo e espalhou fogo pelo caminho, atingindo plantas e o portão de outra casa, que também foi interditada. 

Em meio a um forte cheiro de fuligem, curiosos atravessam a faixa zebrada que deveria isolar a rua para ver de perto os estragos do acidente. Parte da fuselagem do avião foi recolhida para a análise, mas ainda há muito material carbonizado no local. 

Por Band Noticias com Rádio Bandeirantes

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