quinta-feira, 7 de abril de 2016

Ex-prefeito de Maravilha morre aos 60 anos com suspeita de H1N1 em Maceió

O médico Osman Catarina, 60 anos, morreu na tarde desta quarta-feira (6), com suspeita de ter contraído a gripe H1N1. Ele estava internado desde a última sexta-feira (1) no hospital Santa Casa de Maceió.
Osman, que era anestesiologista muito conceituado no Estado, estava na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com uma síndrome aguda respiratória. A causa da morte só poderá ser esclarecida após resultados de exames realizados pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Não há um prazo para que o resultado seja divulgado.
Seu sepultamento está marcado para esta quinta-feira (7) no cemitério municipal de Jaraguá.
Outros três casos
Além do médico, outros três casos de H1N1, ou influenza A, estão sob investigação em Maceió. Segundo divulgou a Secretaria Municipal de Saúde, o monitoramento está sendo realizado por meio do Centro de Informações Estratégias e Resposta em Vigilância em Saúde (Cievs), setor que é ligado à Diretoria de Vigilância em Saúde da SMS.
Na capital, os mini pronto socorros Assis Chateaubriand e João Fireman e os Hospitais Hélvio Auto e o Hospital Geral do Estado (HGE), realizam esse monitoramento e coleta de material para análise. Os casos notificados ainda estão em processo de investigação, aguardando resultado laboratorial.
Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunização (PNI) da SMS, Eunice Raquel Amorim, a campanha anual de vacinação está prevista para o dia 30 de abril, podendo ser antecipada, dependendo do repasse das doses da vacina, feito pelo Ministério da Saúde (MS) e Secretaria Estadual de Saúde (Sesau).
A SMS informa ainda que o Tamiflu, antigripal utilizado no tratamento da influeza A (H1N1), mostra-se bastante eficaz em indivíduos hospitalizados e em estado grave, diminuindo o tempo de internação e de permanência na UTI. No município, o medicamento é fornecido de forma individualizada e não ficando disponível nas farmácias das unidades básicas de saúde.
A vacina
A vacina protege contra três subtipos do vírus da gripe (A/H1N1; A/H3N2 e influenza B). Com a vacinação, é possível impedir que o vírus da gripe evolua para formas mais graves como pneumonia, por exemplo, entre outras complicações.
O Ministério da Saúde informa ainda que estudos apontam que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações da influenza.
Do Minuto Sertão

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