Após reunião na tarde desta segunda-feira (3) na Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag), o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) não entrou em acordo com o Governo do Estado. Dessa forma, a greve da Polícia Civil de Alagoas continua.
Na última reunião de negociação, intermediada pelo presidente do Tribunal de Justiça, Washington Luiz, foi discutido o piso salarial de R$ 3.600,00 em quatro parcelas (maio, julho, setembro e novembro), mais o índice da revisão geral dos servidores públicos (IPCA) para dezembro deste ano. De acordo com a assessoria do Sindpol, na negociação da tarde desta segunda-feira, o Governo do Estado, representado pelos secretários Planejamento e Gestão, Christian Teixeira, e da Segurança Pública, Lima Júnior, fez a proposta de pagar o piso de R$ 3.600 apenas após a negociação sobre o IPCA.
De acordo com o Sindpol, o governo recuou da implantação do piso em quatro parcelas mais o IPCA em dezembro. Foram mantidos o orçamento mensal de R$ 300 mil, destinado ao pagamento retroativo das progressões, e a implantação das progressões até dezembro. A proposta do governo sobre a revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Subsídio (PCCS), que visa ao tratamento isonômico entre antigos e novos policiais, não chegou a ser apresentada na reunião. O Sindpol irá repassar as informações aos policias civis em uma assembleia geral marcada para esta quarta-feira (4).
Segundo a Seplag, o governo de Alagoas está estudando a possibilidade de redefinir o piso salarial da categoria, dentro das possibilidades do Estado. A Seplag também afirma que o pleito dos policiais civis com incremento de 172% não se enquadra na realidade alagoana.
Ainda de acordo com a Seplag, serão concluídas até o final do ano as progressões, e também será iniciado, através de uma cota mensal, o pagamento retroativo das progressões.
Por Tribuna Hoje
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