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Reprodução TV
Record
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Um adolescente de 14 anos foi enterrado vivo na areia
da Praia de Intermares, em Cabedelo, na Grande João Pessoa (PB). Um homem de 21
anos e um garoto, também de 14, foram detidos. Além de ser enterrada, a vítima
foi humilhada. A sessão de tortura foi gravada com um celular.
O adolescente foi enterrado vivo por colegas surfistas
na tarde de quarta-feira (8). Os próprios autores gravaram a sessão de tortura
com um celular. Primeiro, eles amarraram as mãos e os pés do garoto,
enquanto outro adolescente cavava um buraco na areia.
Ele foi segurado pelo único adulto do grupo de seis
surfistas: Anderson José da Silva, de 21 anos, apelidado de Janjão. Nas
imagens, é possível ver o menino passando mal e implorando para que parassem
com a tortura.
O menino foi colocado no buraco e coberto com areia,
ficando apenas com a cabeça para fora. A vítima continuou implorando para poder
sair, enquanto os torturadores zombavam dele e jogavam areia em sua cabeça.
Em outro momento, os suspeitos tentam colocar um balde
na cabeça da vítima para que não pudesse respirar. O menino consegue livrar uma
das mãos e retira o balde. Depois, os garotos fazem uma cruz atrás do menino
com duas pranchas de surf, o agridem e um deles ainda urina na cabeça dele.
Após mais de oito minutos de tortura, o grupo retira o
menino do buraco, mas ele não consegue sair devido à fraqueza e recebe a ajuda
de um homem desconhecido.
Segundo o pai do adolescente, esta foi a primeira vez
que o menino foi sozinho à praia. Ele costumava deixar o filho em Intermares
para que ele pudesse surfar, mas não pode acompanhá-lo naquele dia.
O homem disse que conhece todos os suspeitos,
inclusive um deles já estudou em um colégio onde ele trabalhou como inspetor de
alunos. O garoto compareceu com o pai na delegacia para prestar depoimento.
A polícia conseguiu apreender um adolescente de 14
anos e prender Janjão. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a
polícia já havia recebido denúncias de torturas semelhantes na praia. Os
suspeitos vão responder por crime de tortura. A polícia faz busca para
localizar os outros quatro suspeitos.
Do R7

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