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| Crédito: Setor de Comunicação |
A Faculdade Sete de Setembro – FASETE vem esclarecer os fatos divulgados no dia 23/06/2016, em diversas mídias locais e redes sociais, a respeito da impossibilidade do ingresso de crianças no interior das suas salas de aula, justificando-se, que:
Essa medida está institucionalizada no item 2 das NORMAS BÁSICAS DE CONVIVÊNCIA E SEGURANÇA, descritas no Manual do Aluno, material amplamente divulgado a partir do primeiro dia de aula dos discentes em todos os cursos, e disponível, permanentemente, no Portal Acadêmico da instituição;
Entende a instituição de ensino superior que a permissão para entrada de pessoas alheias às atividades acadêmicas, independentemente da sua faixa etária, pode comprometer substancialmente a dinâmica empreendida no curso das aulas e demais aspectos de segurança envolvendo toda a comunidade acadêmica;
A não permissão da entrada de crianças, não visa comprometer o livre acesso à educação para quaisquer personagens envolvidos, como assim foi alegado, e sim, além de evitar que situações alheias ao cotidiano acadêmico dificultem a concretização das atividades docentes, também objetiva garantir a própria segurança e integridade física do menor, em decorrência dos diversos riscos acerca do espaço físico da Faculdade, destinado ao público adulto em grande fluxo, sem espaços e mobiliários adequados para o devido acolhimento e acomodação de crianças, edificado sob a forma vertical, com diversas rampas e escadas que fazem nascer outros riscos para a faixa etária em discussão e a necessidade da constante supervisão e monitoramento.
Desta forma, a FASETE ratifica que todas as suas normativas estão fundamentadas sob ordens legais, institucionais e éticas, que se fazem essenciais a boa condução das atividades acadêmicas e para a melhor convivência no meio comunitário. Esta é uma instituição que preza pela qualidade e compromisso social, e por isso, também vê nas regras a condição essencial para o exercício dos direitos e deveres entre as partes, estabelecida de forma contratual, legítima e universalizada. Obviamente, as diferenças de pensamento são respeitadas, contudo, algumas condutas institucionais, por mais que não agradem a todos, sempre são promulgadas para o bem maior e comum.
Paulo Afonso – Bahia, 28 de junho de 2016.
Faculdade Sete de Setembro - FASETE
Setor de Comunicação
Faculdade Sete de Setembro - FASETE
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Abaixo, o texto enviado pela estudante Bárbara Coelho:
Estudante de uma Faculdade Particular é barrada por levar filho de seis anos para sala de aula
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| Bárbara Coelho |
Joaquim, meu filho de seis anos, estuda no período da tarde, período esse que eu também estudo, para poupar nosso tempo e dinheiro. Joaquim saiu de férias e a Faculdade que estudo atrasou duas semanas para o encerramento do período. Resultado, precisei levar meu pequeno para assistir apenas uma aula, e ao chegar na Instituição, fui barrada! Os seguranças alegaram que normas internas impediam a entrada de crianças, expliquei que ele estudava no mesmo horário que eu e que todos já estavam em recesso, menos a Faculdade que estudo. Tentei falar com o Coordenador do meu Curso para, além do acesso, ver a possibilidade de assinar um termo de responsabilidade, mais como de costume, quando mais precisamos, ele não está lá. O mais assustador foi quando, ao encontrar o Professor da aula que eu iria assistir, ali mesmo, na recepção, ele me falou que isso não era apenas normas daquela Faculdade e sim de todas as Instituições de Ensino Superior. Não sabia disso pois nunca precisei levar meu filho para aula - via algumas meninas levarem seus filhos para sala de aula na época do Ensino Médio e achava que aquela integração seria de praxe no contexto educativo. QUE NADA!
Eu me lembro da fala de uma menina que engravidou aos 15 anos e que teve a oportunidade de levar a bebê para escola para que assim pudesse terminar seus estudos, ela dizia agradecida que todos à ajudavam e se compadeciam, e que a menina dormia o tempo todo, não chorava e não atrapalhava a aula. Essa deveria ser a regra.
Então meus queridos, o que sentir se não o desprezo de toda uma sociedade que não preza pelo bem estar de suas crianças nem tão pouco das mães que se esforçam para enriquecer essa mesma sociedade com a qualificação do seu trabalho? O que pensar se não que a comunidade acadêmica com seu dever de propagação da liberdade das mentes e visão social, repugna o fato de uma mulher entrar em uma sala de aula com o futuro da nação a tira colo?
Estou profundamente decepcionada com o posicionamento da Instituição, mais ao mesmo tempo, vejo que esse é o reflexo de uma sociedade que acha que um filho é "problema" apenas da mãe.
Mais eu digo uma coisa, VAMOS DESCONSTRUIR ESSA IDEIA! Todos nós que constituímos uma sociedade, somos responsáveis por todas as crianças que também a compõe.
Por Bárbara Coelho (barbara_baby_pa@hotmail.com) Publicada em 24 DE JUNHO DE 2016
Por Bárbara Coelho (barbara_baby_pa@hotmail.com) Publicada em 24 DE JUNHO DE 2016


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