quarta-feira, 29 de junho de 2016

Fasete envia nota de esclarecimento sobre a entrada de menores no prédio

Crédito: Setor de Comunicação
A Faculdade Sete de Setembro – FASETE vem esclarecer os fatos divulgados no dia 23/06/2016, em diversas mídias locais e redes sociais, a respeito da impossibilidade do ingresso de crianças no interior das suas salas de aula, justificando-se, que:
Essa medida está institucionalizada no item 2 das NORMAS BÁSICAS DE CONVIVÊNCIA E SEGURANÇA, descritas no Manual do Aluno, material amplamente divulgado a partir do primeiro dia de aula dos discentes em todos os cursos, e disponível, permanentemente, no Portal Acadêmico da instituição;
Entende a instituição de ensino superior que a permissão para entrada de pessoas alheias às atividades acadêmicas, independentemente da sua faixa etária, pode comprometer substancialmente a dinâmica empreendida no curso das aulas e demais aspectos de segurança envolvendo toda a comunidade acadêmica;
A não permissão da entrada de crianças, não visa comprometer o livre acesso à educação para quaisquer personagens envolvidos, como assim foi alegado, e sim, além de evitar que situações alheias ao cotidiano acadêmico dificultem a concretização das atividades docentes, também objetiva garantir a própria segurança e integridade física do menor, em decorrência dos diversos riscos acerca do espaço físico da Faculdade, destinado ao público adulto em grande fluxo, sem espaços e mobiliários adequados para o devido acolhimento e acomodação de crianças, edificado sob a forma vertical, com diversas rampas e escadas que fazem nascer outros riscos para a faixa etária em discussão e a necessidade da constante supervisão e monitoramento.
Desta forma, a FASETE ratifica que todas as suas normativas estão fundamentadas sob ordens legais, institucionais e éticas, que se fazem essenciais a boa condução das atividades acadêmicas e para a melhor convivência no meio comunitário. Esta é uma instituição que preza pela qualidade e compromisso social, e por isso, também vê nas regras a condição essencial para o exercício dos direitos e deveres entre as partes, estabelecida de forma contratual, legítima e universalizada. Obviamente, as diferenças de pensamento são respeitadas, contudo, algumas condutas institucionais, por mais que não agradem a todos, sempre são promulgadas para o bem maior e comum.
Paulo Afonso – Bahia, 28 de junho de 2016.
Faculdade Sete de Setembro - FASETE
Setor de Comunicação

Abaixo, o texto enviado pela estudante Bárbara Coelho:
Estudante de uma Faculdade Particular é barrada por levar filho de seis anos para sala de aula
Bárbara Coelho
Joaquim, meu filho de seis anos, estuda no período da tarde, período esse que eu também estudo, para poupar nosso tempo e dinheiro. Joaquim saiu de férias e a Faculdade que estudo atrasou duas semanas para o encerramento do período. Resultado, precisei levar meu pequeno para assistir apenas uma aula, e ao chegar na Instituição, fui barrada! Os seguranças alegaram que normas internas impediam a entrada de crianças, expliquei que ele estudava no mesmo horário que eu e que todos já estavam em recesso, menos a Faculdade que estudo. Tentei falar com o Coordenador do meu Curso para, além do acesso, ver a possibilidade de assinar um termo de responsabilidade, mais como de costume, quando mais precisamos, ele não está lá. O mais assustador foi quando, ao encontrar o Professor da aula que eu iria assistir, ali mesmo, na recepção, ele me falou que isso não era apenas normas daquela Faculdade e sim de todas as Instituições de Ensino Superior. Não sabia disso pois nunca precisei levar meu filho para aula - via algumas meninas levarem seus filhos para sala de aula na época do Ensino Médio e achava que aquela integração seria de praxe no contexto educativo. QUE NADA!
Eu me lembro da fala de uma menina que engravidou aos 15 anos e que teve a oportunidade de levar a bebê para escola para que assim pudesse terminar seus estudos, ela dizia agradecida que todos à ajudavam e se compadeciam, e que a menina dormia o tempo todo, não chorava e não atrapalhava a aula. Essa deveria ser a regra.
Então meus queridos, o que sentir se não o desprezo de toda uma sociedade que não preza pelo bem estar de suas crianças nem tão pouco das mães que se esforçam para enriquecer essa mesma sociedade com a qualificação do seu trabalho? O que pensar se não que a comunidade acadêmica com seu dever de propagação da liberdade das mentes e visão social, repugna o fato de uma mulher entrar em uma sala de aula com o futuro da nação a tira colo?
Estou profundamente decepcionada com o posicionamento da Instituição, mais ao mesmo tempo, vejo que esse é o reflexo de uma sociedade que acha que um filho é "problema" apenas da mãe.
Mais eu digo uma coisa, VAMOS DESCONSTRUIR ESSA IDEIA! Todos nós que constituímos uma sociedade, somos responsáveis por todas as crianças que também a compõe.

Por Bárbara Coelho (barbara_baby_pa@hotmail.com) Publicada em 24 DE JUNHO DE 2016

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