quinta-feira, 21 de julho de 2016

Em vídeo, suspeitos de estupro coletivo em Penedo riem e humilham a vítima

FOTO: JONATHAS MARESI
As imagens do vídeo do estupro coletivo da adolescente de 17 anos, ocorrido na cidade de Penedo, no interior de Alagoas, mostram que os suspeitos riram da vítima e a agridem verbalmente enquanto praticavam o abuso sexual. A reportagem da Gazetaweb teve acesso à gravação por meio de uma autoridade policial da Segurança Pública alagoana. Nas cenas de horror, é possível ver que a jovem, mesmo descordada, geme de dor.
Um dos suspeitos chega a colocar o joelho no rosto da vítima com o objetivo de impedir qualquer reação por parte dela. A jovem teria ficado cerca de 12 horas refém do grupo que promoveu o abuso sexual. 
Quatro suspeitos da ação foram presos numa operação realizada nas cidades de Penedo, no interior de Alagoas, e Neópolis, em Sergipe, nessa quarta-feira (20). Um homem conhecido como Mágico, que seria proprietário da casa onde aconteceu o abuso, encontra-se foragido da Justiça. Equipes da Polícia Civil realizam diligências com objetivo de prendê-lo. 
Durante o depoimento, os suspeitos negaram que tivessem praticado o estupro, declarando que o ato foi "consensual". Diante das imagens em que é possível ver o sofrimento da menina, a polícia descarta a versão dada pelos suspeitos. 
As equipes chegaram até os suspeitos após o vídeo que registrou o estupro coletivo ser repassado por meio de um amigo para a vítima. Diante disso, ela procurou as autoridades policiais e um inquérito policial foi aberto. A adolescente teria sido atraída para uma festa na localidade conhecida como "Rocheira" por integrantes de um grupo no WhatsApp. Ela contou à polícia que teria ido ao banheiro e, ao voltar, ingeriu a bebida que estava em um copo e, em seguida, começou a passar mal.
"Um dos suspeitos sugeriu levá-la para a casa dele. As amigas reagiram, mas, mesmo assim, ela foi pra casa dele. Em seguida, as colegas a procuraram na casa do suspeito e a encontraram desmaiada. Com a capacidade reduzida, ela não sabia o que estava fazendo. Ela é vítima, isso é inquestionável.", explicou o delegado Guilherme Iusten, responsável pelas investigações do caso.
Por Jonathas Maresia | Portal Gazetaweb.com  

Nenhum comentário:

Postar um comentário