quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Documentos apreendidos em Rio Largo mostram um 'raio-x' do PCC em Alagoas

FOTO: RAFAEL MAYNART
A apreensão de 120 kg de maconha numa operação realizada pela Polícia Civil nesta quinta-feira (18), na cidade de Rio Largo, na grande Maceió, revelou alguns caminhos para que a cúpula da Segurança Pública de Alagoas (SSP) dê um duro golpe na organização estrutural do Primeiro Comando da Capital (PCC). Isso porque na ação foi possível apreender dados, cadernos e folhas com nomes de integrantes do PCC, data de batismo, movimentações bancárias e dívidas, um verdadeiro raio-x da estrutura criminosa. 
De acordo com o delegado da Repressão ao Narcotráfico (DRN), Gustavo Henrique, todo o material apreendido será fruto de um minucioso trabalho de investigação da delegacia especializada, contando com auxílio da SSP. A autoridade policial acredita que, após as diligências, será possível chegar em outros suspeitos que fazem parte da chefia do PCC em Maceió, como também em outras cidades de Alagoas. 
"Ainda não analisamos todo o material apreendido na ação desta quinta, mas já pudemos observar, de forma preliminar, que há informações importantes nesses papéis apreendidos. De fato, como um delegado que combate o tráfico de drogas, foi uma grande surpresa encontrar os documentos. Acredito que podemos avançar e muito no combate ao crime agora", expôs Gustavo. 
Os materiais encontrados narram o histórico criminal de vários suspeitos de crimes, desde quando eles ingressaram no PCC, bem como contas bancárias para onde os recursos financeiros eram transferidos pelo grupo criminoso. É possível constatar também que presos se comunicavam com pessoas de foram dos presídios, ameaçando executar os responsáveis pela morte de companheiros. 
Em uma carta apreendida durante a operação, um detendo do Presídio do Agreste promete se vingar pela morte de "companheiro". 
Confira o trecho:
"Oi Magna, aqui é o nego amigo e irmão do Chico, o respeito e o carinho que eu tinha pelo meu amigo sempre se respeitamos como irmão, estou muito triste com o que aconteceu com ele, a covardia e a traição, mais eu te falo uma coisa cunhado tudo no tempo serto em breve estarei fora desse lugar que me encontro quem fez a covardia será de pagar (...) Magna eu sei de uma coisa todos que tiraram a vida dos meus amigos inocente vão tê o troco" [Sic],  diz uma carta que teria sido escrita por um detento do Presídio do Agreste em 1º de junho de 2016.
Por Rafael Maynart e Jonathas Maresia Gazetaweb

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