quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Governo não apresenta proposta e policiais civis ameaçam greve em Alagoas

FOTO: ASCOM SEPLAG
Os policiais civis de Alagoas podem deflagrar mais uma greve já a partir desta quinta-feira (29). É que uma nova reunião, realizada nessa quarta (27), entre a diretoria do Sindicato dos Policiais Civil de Alagoas (Sindpol) e representantes da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) terminou sem acordo no tocante à pauta de reivindicações dos servidores, já que nenhuma proposta de reajuste salarial foi apresentada durante o encontro.
Agora, caso o governo estadual não retome o canal de negociação com o sindicato, os policiais podem cruzar os braços às vésperas das eleições deste domingo. 
De acordo com o presidente do Sindpol, Josimar Melo, havia a expectativa de que o governo apresentasse uma proposta referente ao salário de R$ 5,5 mil, valor abaixo da solicitação inicial, equivalente a 60% do piso de um delegado em início de carreira.
"Nós esperávamos uma definição por parte do governo, o que mais uma vez não aconteceu. Amanhã, iremos decidir os rumos do movimento em assembleia com a categoria. Há o indicativo de greve, que pode ser deflagrada já amanhã", explicou Josimar.
Ainda de acordo com o sindicalista, o governo alega que ainda conclui análise acerca do impacto que o reajuste causaria na folha de pessoal, adiantando a dificuldade para concessão do valor pleiteado, já que o reajuste comprometeria o pagamento do funcionalismo público.
O outro lado
Já de acordo com a assessoria da Seplag, o secretário Christian Teixeira disse ser necessário trabalhar uma proposta que seja fruto de um consenso, contemplando a necessidade de se pagar o servidor público em dia e a possibilidade de o governo estadual arcar com o reajuste pleiteado.
"O governo quer resolver o problema e tem demonstrado compromisso com os policiais civis. Quando colocamos propostas à mesa, não agimos de forma aleatória, mas, sim, com base em estudos que consideram aquilo que podemos pagar", pontuou Christian, acrescentando respeitar a possibilidade de os policiais decidirem pela greve.
"Se eles decidirem pela greve, que seja pelo aumento de salários, e não por pagamentos de salários em atraso, como retrata a realidade de muitos outros estados neste momento de adversidade pelo qual passa o país", comentou o gestor.
Por Rafael Maynart | Portal Gazetaweb.com 

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