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| Foto: Helcio Eduardo |
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| Domingos Montagner (Foto: Gshow) |
Do episódio da vida real, uma cena da realidade
nua, límpida e crua. Que reflexão podemos extrair do ocorrido? Destino? Circunstâncias?
Misticismo? Normalidade?
O talentoso Domingos Montagner, que
trabalhou esplendidamente na ficção, enfocando as nuances (lendas, histórias,
costumes) no rio Velho Chico, se deparou com a realidade do fenômeno da
natureza tão vivenciado por todos os ribeirinhos; não só apenas visitantes são
surpreendidos, nativos, também, são surpreendidos. E é nessa habitualidade, que
precisamos visualizar a ausência de compromisso, de cuidado, do poder público. Os
entes federados (Estado e Município), propagaram em larga escala o investimento
de mais de R$ 6 milhões de uma Orla Ribeirinha e inauguraram em julho último,
com um grande show artístico de um famoso forrozeiro, um lugar que continua
sendo chamada de ‘Prainha’, pela falta de competência de marketing para ‘emplacar’
o novo nome. Aqui não queremos ser contra o investimento, que beneficia o setor
Turismo, gerando emprego e renda; mas, porque o espírito empreendedor desses
governantes não evereda para a contratação de dois profissionais capacitados,
qualificados na área de salvamento, para plantões diários no local? Canindé de
São Francisco é um dos municípios sergipanos que mais arrecada dividendos
oriundos do ICMS da Hidrelétrica de Xingó-CHESF, mas, esse compromisso de
segurança para garantir a tranqüilidade de munícipes, turistas e visitantes,
não é visualizado. Pois, se a partir da aflição da atriz Camila Pitanga ao
pedir ajuda, e o socorro tivesse sido por salva vidas da ‘Prainha’, o desfecho
poderia ter sido outro; ou não! Os bravos Bombeiros que fizeram as buscas foram
os de Delmiro Gouveia (AL) e os de Sergipe, que, compreensivamente, demora a
chegada no local. Vale destacar aqui, a função e comportamento qualificados
exemplares da policia judiciária de Canindé, através da equipe e do delegado de
Canindé, Dr. Antônio Francisco.
Esses governantes precisam ter em suas agendas
que, nem só de circo vive o homem. O pão é bem vindo. E o pão que falo, é
empregando pais de famílias profissionais salva vidas na ‘Prainha’ garantindo tranqüilidade
aos que lá freqüentam. Unindo o útil ao agradável.
O salvamento envolveu um forte agrupamento de órgãos.
Helicópteros, barcos, policias, Bombeiros, na tentativa de encontrar – com vida
– o ator Domingos. Perfeito. Necessário. Obrigacional. Mas, esse mesmo aparato
tem e deve ser prestado quando os ‘Domingos’ da vida forem, também,
surpreendidos. A obrigação é estatal para todos, indiscriminadamente, seja ‘Maria’,
‘João’, ‘Mané’, e isso não temos a satisfação de aplaudir com freqüência na
nossa região. Quando ocorre afogamento de um anônimo, é um verdadeiro via
crucis para assistir à família da vítima.
A responsabilidade para evitar tragédias como
essa, é de todos! A prudência do ator e da atriz não existiu; ou porque não
foram avisados da área do rio considerada perigosa – pela ausência de
sinalização, pela falta de profissionais de salvamento, ou por auto confiança
da prática do nadar das vítimas.
Devemos extrair a lição, de novo, sempre, que
nossos deveres e nossos direitos devem ser insistidos, praticados. Não devemos enxergar
as necessidades de criticas construtivas somente em momentos de dor, e nem
devemos defender apenas os abastados (não literalmente na essência da palavra),
mas, sim, de todos os que tem direito à assistência estatal.
Lamentamos o ocorrido, a dor da família do
saudoso ator, mas precisamos teclar e tocar a nossa realidade exercendo a
liberdade de expressão no lembrar das obrigações do poder público; precisamos
seguir sendo nós.
A vida segue observando, sempre! A história da
ficção “Velho Chico” teve nos seus últimos capítulos contextos reais pelo curso
dágua do rio “Velho Chico”.
Lamentável!
Renner Alves
Jornalista AAI 665


RENNER,
ResponderExcluirMuito boa sua postagem, vale lembrar que apesar de estarmos vivendo um momento político em todo Brasil, e em especial a cidade de Canindé de São Francisco. Talvez alguém venha a dizer que uma coisa não tem nada haver com a outra. Mas devemos lembrar a todos que a política passa em nossas vidas todos os dias; não a politicalha como muitos estão acostumados. Mas devemos lembrar que uma pessoa que se diz prefeito de um lugar e como esse lugar no momento estamos nos referindo ao município de Canindé, vale dizer que esse compromisso, não é só do prefeito, como também dos entes envolvidos no aspecto social e político do lugar. Então vamos as cobranças, senhores vereadores que estão aplaudindo a administração municipal, o Poder Judiciário e o Ministério Público que parecem inertes ao que se passa em Canindé, onde as reclamações são diárias e parece que nada ouvem, nada verem, etc. Apenas uma coisa nos conforta, esse tempo de irresponsabilidades do executivo está no fim. Com fé em Deus, as pessoas terão tempo para refletir e ver as coisas erradas até hoje e mudarem de opinião e mudarem acima de tudo de votar em pessoas descompromissadas com o bem comum de Canindé e pessoas que só querem o poder para o bem da família. Acorda Canindé, sai desse pesadelo.
Essa é a minha opinião.
É isso aí meu amigo!
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