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| FOTO: GILBERTO FARIAS |
Ex-vereador e atual candidato a vice-prefeito por Maceió, Ricardo Barbosa participou da reunião e, procurado pela Gazeta, disse que a permanência do PT nos quadros do governo estadual seria incoerente, já que a conjuntura política, após consolidado o impeachment da presidente Dilma, mudou no país. “A deliberação do PT de Alagoas não foi de cunho pessoal e nem é uma decisão localizada, reflete a nova conjuntura política após o golpe. O PMDB colocou-se no lado oposto e seria incoerente o PT aqui se manter aliado”, explicou.
JUSTIFICATIVAS
Os integrantes da executiva do PT em Alagoas aprovaram uma carta com as justificativas do rompimento. “O partido entende que a ação neste caminho se dá na hora certa e no momento exato, à medida que os aliados de ontem carimbaram e assinaram com todas as letras o patrocínio do golpe, contra a vontade de mais de 54 milhões de brasileiros, abrindo assim um precedente para no futuro retirarem da Nação o direito ao voto”, diz parte do documento, que é enfático sobre a saída dos petistas que hoje ocupam cargos no governo.
“Diante do exposto, o PT além de deixar o governo estadual, determina a todos os seus filiados comissionados na administração estadual para que entreguem seus cargos e retornem às nossas trincheiras de luta ao lado do povo brasileiro, vilipendiado com a decisão política que usurpou o poder de uma governante honesta, guerreira e honrada”, ressalta em carta, a direção executiva do PT em Alagoas, na expectativa de que os petistas peçam exoneração.
O secretário estadual do Trabalho e Emprego, Joaquim Brito, ex-diretor-presidente da Eletrobras no governo Lula, não quis comentar sobre a decisão do PT alagoano e, no contato telefônico, demonstrou irritação com a votação de seus correligionários. Questionado se deixará o cargo, ele repetiu: “Não, sei, não sei. Quem sabe disso é o partido, não sei como é essa questão estatutária”, falou, sem querer dar continuidade ao diálogo. Brito participou da reunião ontem e reclamou que não teve direito a voto. “Eu sou contra o rompimento, mas não pude votar. Tive só direito a voz”, queixou-se, encerrando a ligação.
Do Gazeta de Alagoas

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