segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Abstenções e votos nulos superam quantitativo do 1º turno em Maceió

Com 100% das urnas apuradas em Maceió e o candidato Rui Palmeira (PSDB) reeleito, o eleitor alagoano também já sabe que o número de abstenções (quando não há o comparecimento à seção eleitoral) e de votos nulos superou o quantitativo registrado no primeiro turno do pleito municipal deste ano. 
Conforme os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), neste domingo, mais de 115 mil pessoas se abstiveram de votar na capital alagoana, totalizando quase 20% do total do eleitorado e superando em 2,88% o número registrado no 1º de outubro, quando 99.085 eleitores não votaram.
Já com relação àqueles que anularam o voto, chegou-se a 9,91%, totalizando quase 46 mil eleitores e desbancando o registrado no 1º turno, quando pouco mais de 41 mil votantes (ou 8,65%) digitaram números inválidos na urna eletrônica.
Quanto aos brancos, o número foi inferior, totalizando 16.665 votos ou 3,59%, contra 18.559 ou 3,86% do quantitativo registrado no 1º turno da eleição, para prefeito e vereador.
Para o analista político Marcelo Bastos, o crescimento das abstenções também se deve ao fato de, no segundo turno das eleições municipais, o pleito não mais envolver os candidatos a vereador. 
"Maceió teve mais de 300 candidatos a vereador neste ano, e é fato que, neste segundo turno, muitos deles não se empenharam em convencer o eleitor a votar novamente. Outro fator preponderante é o fato de todas as pesquisas registradas no TRE terem apontado a vitória de Rui Palmeira no segundo turno, o que, involuntariamente, acabou levando certo conformismo à parcela do eleitorado", avaliou Marcelo, destacando, ainda, o feriadão para servidor público - o Dia do Servidor (municipal, estadual e federal) foi celebrado na sexta-feira, 28 - como obstáculo ao comparecimento.
Ainda de acordo com Marcelo, os votos nulos encontram explicação "na descrença da população na classe política". "A população brasileira passou a ver no noticiário nacional, já há dois anos, apenas informações relacionadas às denúncias da Operação Lava Jato. Ou seja, a corrupção explica a grande quantidade de votos nulos, uma tendência nacional", emendou o analista.
Por Bruno Soriano | Portal Gazetaweb.com

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