Um homem vestido de palhaço semelhante aos que aterrorizam cidades americanas foi visto no Centro de Maceió. Áudios de detentos do Baldomero Cavalcanti ordenando toque de recolher. Fotos de ônibus incendiados e de pessoas supostamente mortas pela polícia em confronto. O que essas informações tem em comum? Todas viralizaram em redes sociais e no WhatsApp, porém são todas mentiras.
Todas essas e outras informações vêm sendo divulgadas com muita intensidade em Maceió desde a última sexta-feira (14) e aumentado a sensação de insegurança entre as pessoas. A prática de espalhar boatos, ou Hoax – termo em inglês utilizado para definir um boato em rede social, vem cada vez mais tomando força e por muitas vezes chegam a ser dadas como verdadeiras num primeiro momento, mas acabam sendo desmentidas, na maioria das vezes.
Pouco tempo depois que o primeiro ônibus foi incendiado em Maceió na sexta-feira, no conjunto Frei Damião, no Benedito Bentes, fotos, áudios e vídeos falsos começaram a ser espalhados pela internet. Boa parte desse conteúdo viralizou por meio do WhatsApp e foi tomando proporções cada vez maiores a cada ação criminosa.
A mesma coisa aconteceu quando a Segurança Pública deflagrou uma operação de ocupação no bairro do Clima Bom. Vários áudios, fotos e relatos tomaram conta de redes sociais, causando mais uma vez pânico entre as pessoas.
Questionada sobre a veracidade dos conteúdos, a Secretaria de Segurança Pública informou que todas são falsas. Até mesmo o número de emergência do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) vem sofrendo com trotes. A SSP frisou que os áudios de supostos detentos ordenando toque de recolher, fotos de pessoas mortas e de novos ataques a ônibus não foram registradas pelo serviço de Inteligência.
Na terça-feira (18), o secretário de Segurança, coronel Lima Júnior, comentou sobre o assunto e afirmou que nenhuma das informações que se espalharam seria verdadeira, descartando também a veracidade de um áudio onde detentos afirmavam que iriam ordenar ataques a viaturas do Samu.
“Nossa inteligência não identificou nenhum registro sobre essas mensagens, mas estamos atentos para garantir a segurança da população”, assegurou.
As farsas da internet
Não é novidade encontrar mensagens sobre doações para crianças doentes, sorteios mirabolantes, notícias de sites que não existem, cura para doenças e uma infinita lista de histórias que geram dúvidas.
Em situações mais críticas, como desastres, acidentes e ações criminosas muitas pessoas acabam acreditando em conteúdos que parecem ser reais e acabam apenas sendo um fio condutor para espalhar as mentiras.
Do Cada Minuto
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