quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Boatos tomam conta da internet e causam pânico e desinformação em Maceió

Um homem vestido de palhaço semelhante aos que aterrorizam cidades americanas foi visto no Centro de Maceió. Áudios de detentos do Baldomero Cavalcanti ordenando toque de recolher. Fotos de ônibus incendiados e de pessoas supostamente mortas pela polícia em confronto. O que essas informações tem em comum? Todas viralizaram em redes sociais e no WhatsApp, porém são todas mentiras.
Todas essas e outras informações vêm sendo divulgadas com muita intensidade em Maceió desde a última sexta-feira (14) e aumentado a sensação de insegurança entre as pessoas. A prática de espalhar boatos, ou Hoax – termo em inglês utilizado para definir um boato em rede social, vem cada vez mais tomando força e por muitas vezes chegam a ser dadas como verdadeiras num primeiro momento, mas acabam sendo desmentidas, na maioria das vezes.
Pouco tempo depois que o primeiro ônibus foi incendiado em Maceió na sexta-feira, no conjunto Frei Damião, no Benedito Bentes, fotos, áudios e vídeos falsos começaram a ser espalhados pela internet. Boa parte desse conteúdo viralizou por meio do WhatsApp e foi tomando proporções cada vez maiores a cada ação criminosa.
A mesma coisa aconteceu quando a Segurança Pública deflagrou uma operação de ocupação no bairro do Clima Bom. Vários áudios, fotos e relatos tomaram conta de redes sociais, causando mais uma vez pânico entre as pessoas.
Questionada sobre a veracidade dos conteúdos, a Secretaria de Segurança Pública informou que todas são falsas. Até mesmo o número de emergência do Centro Integrado de Operações da Segurança Pública (Ciosp) vem sofrendo com trotes. A SSP frisou que os áudios de supostos detentos ordenando toque de recolher, fotos de pessoas mortas e de novos ataques a ônibus não foram registradas pelo serviço de Inteligência.
Na terça-feira (18), o secretário de Segurança, coronel Lima Júnior, comentou sobre o assunto e afirmou que nenhuma das informações que se espalharam seria verdadeira, descartando também a veracidade de um áudio onde detentos afirmavam que iriam ordenar ataques a viaturas do Samu.
“Nossa inteligência não identificou nenhum registro sobre essas mensagens, mas estamos atentos para garantir a segurança da população”, assegurou.
As farsas da internet
Não é novidade encontrar mensagens sobre doações para crianças doentes, sorteios mirabolantes, notícias de sites que não existem, cura para doenças e uma infinita lista de histórias que geram dúvidas. 
Em situações mais críticas, como desastres, acidentes e ações criminosas muitas pessoas acabam acreditando em conteúdos que parecem ser reais e acabam apenas sendo um fio condutor para espalhar as mentiras.
Do Cada Minuto

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