A proprietária da empresa, que não teve identidade revelada, também está no rol da investigação sob suspeita de ser a mente articuladora de toda a fraude. Um mandado de busca e apreensão foi expedido pela justiça e documentos, mídias e computadores foram apreendidos na casa da empresária para fins periciais. A empresária também foi convidada para prestar depoimento, mas segundo a delegada, a mesma pediu um tempo para se apresentar junto com seus advogados. Os demais funcionários da empresa foram ouvidos e até o momento ninguém foi preso.
Durante coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP/SE) na tarde desta quinta-feira, 6, coube à delegada Flausino detalhar a investigação. Conforme os levantamentos policiais, a empresa [HConsult] esteve vinculada à Fundação entre os anos de 2010 até meados de 2016 [julho], quando efetivamente surgiram as primeiras denúncias de desvio. “Surgiu a desconfiança de que estaria havendo falsificação de documentos em pagamentos borderôs, comprovantes bancários, ambos no sentido de desviar o dinheiro da fundação para conta de terceiros”, confirmou a delegada.
Os valores deveriam chegar às mãos de credores da Fundação, como fornecedores, por exemplo. Mas conforme a polícia, as quantias eram desviadas e tinham outros destinos. A delegada Flausino levantou ainda que, somente entre os meses de maio e julho de 2016, um total de R$ 200 mil em recursos foi desviado da Fundação. O andamento da investigação, assim como análise de documentos, busca levantar o rombo total com os desvios na Fundação e confirmar a culpa da empresa no crime de peculato. A delegada não descartou o possível envolvimento de agentes públicos nos desvios, mas reforçou que isso só será possível identificar com o andamento das investigações.
Secretaria de Estado da Saúde
Em nota, a FSPH disse que, por meio de uma auditoria interna, detectou falhas na escrituração contábil e adotou providências necessárias para a correção do problema e para comunicação aos órgãos de controle internos e externos (a exemplo do TCE e da CGE) bem como a órgãos de repressão para apuração de possíveis ações dolosas ou culposas e as consequentes responsabilizações.
Em relação aos fatos noticiados na imprensa, onde foi dito que ‘uma empresa está sendo acusada de desfalque’, a Fundação informou que o fato foi detectado no mês de julho e que a Direção Geral procurou os órgãos de controle para comunicar a ocorrência, pedindo auxílio na apuração. Ainda de acordo com a Fundação, assim que o problema foi identificado, os envolvidos foram demitidos e o contrato com a empresa foi rescindido.
Delegada do Deotap detalhou investigação, que segue em andamento (Foto: Portal Infonet)
Por Ícaro Novaes e Verlane Estácio Infonet
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