quinta-feira, 6 de outubro de 2016

SSP apresenta suspeitos da morte de professor, mas não apresenta ''motivação"

A Secretaria de Segurança Pública de Alagoas (SSP) descartou, durante coletiva na tarde desta quinta-feira (6), que a morte professor da Universidade Federal de Alagoas, Daniel Thiele, tenha ligação com sequestro ou latrocínio. Apesar de o delegado responsável pelo caso não revelar a motivação da morte, a possibilidade ventilada é de crime passional. Dois suspeitos foram presos como os responsáveis. Uma terceira pessoa pode ser detida, de acordo com o  responsável pelo caso. 
Durante as diligências das equipes da SSP realizadas até esta quarta-feira, os policiais prenderam Émerson Palmeira da Silva e Anderson Leandro Palmeira da Silva. Eles foram apresentados hoje e são apontados como suspeitos do caso. A polícia chegou até a dupla após um deles usar o chip do telefone da vítima dias após o desparecimento de Daniel Thiele. 
Os levantamentos inciais apontam que a vítima teria sido morta sufocada com um arame no pescoço e, em seguida, o corpo e o carro foram carbonizados. Com isso, o objetivo dos suspeitos era dificultar a localização ds veículo e do corpo, como também atrapalhar a investigação policial que teve início após o desaparecimento. 
Segundo o delegado Filipe Caldas, da Seção Antissequestro da Divisão Especial de Investigação e Capturas (Deic), o corpo foi encontrado após diversas diligências realizadas com o apoio do Grupamento Aéreo. Ele falou que na quarta-feira já havia a suspeita de onde o corpo estava, mas a confirmação só veio nesta quinta-feira. 
A reitora da Ufal, Valéria Correia, também participou da coletiva na SSP nesta quinta e lamentou a morte do professor. Ela ressaltou que desde o desaparecimento a instituição deu todo o apoio à família, bem como passou informações para os agentes da SSP. 
"A Ufal recebe com profunda tristeza a notícia sobre a suposta morte do professor. Eu, como reitora, tenho acompanhando de perto o caso e nos solidarizamos com a dor dos familiares. O assessor jurídico da Ufal já entrou em contato com a família para falar sobre os direitos deles junto à universidade", expôs a reitora.
Em entrevista à imprensa, os suspeitos negaram a participação no crime. Segundo Emerson, ele encontrou o chip que seria do professor na rua e, diante disso, viu que tinha crédito e ligou para o seu irmão. Eles acreditam que essa ligação seja a única prova que a polícia tem contra eles. "Estamos presos injustamente", reagiram. 
Logo em seguida, o delegado rebateu as declarações dos acusados e assegurou que há várias provas contra eles. O irmão da vítima, Marcelo Thieli, participou da coletiva e disse que após a localização do corpo encerra-se um "período de muita dor". 
"Recebi a notícia pelo meu pai na semana passada e já providenciei uma passagem pra vir pra Maceió. Ele queria vim, mas não permiti porque ele já havia sofrido quatro infartos, como também não gostaria do expor dessa maneira. O natural são os filhos enterrarem os pais e não o inverso. É muita dor", disse Marcela. 
Portal Gazetaweb.com

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