A Operação Jogo Limpo deflagrada pela Polícia
Federal neste final de semana contra fraudes no Exame Nacional do Ensino Médio
(Enem), prendeu pelo menos um homem que tentou fraudar a prova de redação. O
candidato, que tem 31 anos, fez prova em Macapá (AP) e foi preso após sair do
local de prova.
Agentes da PF disfarçados de aplicadores da prova
abordaram o suspeito depois que ele deixou o local da prova. Ao revistarem o
homem, os policiais encontraram um texto com o tema da redação do Enem, que
neste ano tratou de intolerância religiosa.
O suspeito confessou que recebeu o tema por
intermédio de uma amiga, na manhã de domingo. Ele foi encaminhado à
Superintendência da Polícia Federal no Amapá, de onde acabou libertado após
pagar fiança. O homem vai responder por fraude em certame de interesse público
e pode ser condenado a até quatro anos de prisão, além do pagamento de multa.
A operação cumpriu 22 mandados de busca e apreensão
em sete estados – Maranhão, Piauí, Ceará, Paraíba, Tocantins, Amapá e Pará.
A investigação partiu da análise pela Polícia
Federal e o Inep de gabaritos apresentados no Enem em anos anteriores. Foram
identificadas 22 pessoas que teriam fraudado respostas e, segundo a PF, fariam
o mesmo na edição de 2016 da prova.
Operação Embuste
Ainda no domingo, a Polícia Federal cumpriu 28
mandados judiciais em Montes Claros (MG). Quatro pessoas foram presas
temporariamente e outras quatro levadas coercitivamente para delegacia local da
PF. Os outros mandados são busca, apreensão e sequestro de bens. A
“Operação Embuste”, desmantelou uma quadrilha especializada em fraudar
concursos públicos.
Segundo a PF, os envolvidos já teriam fraudado
outros dois concursos realizados neste ano: vestibulares na cidade de Mineiros,
em Goiás, e Vitória da Conquista, na Bahia. Os policiais afirmam que os
criminosos também atuariam durante a realização do Enem. Eles utilizariam meios
eletrônicos para transmitir gabaritos para os candidatos.
Foto: Vagner Rosário/VEJA.com
Por Veja.com
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