Os mandados de prisão foram expedidos pela 15ª Vara Criminal da Capital Juizado de Entorpecentes. Foram detidos: Alan Brex da Silva Santos, o ‘Chimbra’, de 42 anos de idade; Daniel da Silva Simões, o ‘Amaral’, de 30 anos; Cícero Augusto Amâncio da Silva, vulgo ‘Júnior Cabeção’, de 37 anos de idade; Wellinson Windems Delfino da Silva, o ‘Kelvin’, de 26 anos; Gutemberg Barbosa da Silva, o ‘Gu’, de 19 anos; e Silvânia Elis da Silva, de 41 anos de idade. As prisões aconteceram nesta quarta-feira nos bairros de Bebedouro, Chã do Bebedouro, Flexal e Chã da Jaqueira.
Os mandados de prisão eram apenas para os cinco homens, porém, no momento de uma das abordagens, Silvânia Elis, vizinha de um dos suspeitos, atirou drogas pela janela da residência. A atitude foi flagrada pelos policiais, que descobriram que existiam dois mandados de prisão contra a mulher. Durante a apresentação na SSP, Silvânia chorou bastante. Gutemberg é apontado pelo delegado Rodrigo Sarmento, da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN), como sendo o ‘matador’ do grupo, sendo responsável por diversos homicídios motivados por rivalidade entre traficantes e usuários que não pagavam dívidas. “A maioria das mortes foi causada por brigas entre facções criminosas rivais”, afirmou o delegado à reportagem do Tribuna Hoje.
Com Gutemberg, os agentes apreenderam uma pistola calibre 380 com oito munições. Com Wellinson Windems, o ‘Kelvin’, foram apreendidos 45 gramas de cocaína. Segundo o delegado Rodrigo Sarmento, o grupo criminoso era comandado por um indivíduo que já se encontra preso desde 2009, identificado como Edilson Marinho Gomes, vulgo ‘Rei da Nóia’. O delegado não passou o número exato de homicídios praticados pelo grupo, porém afirmou à imprensa que é um número alto e, com a prisão dos suspeitos, a taxa de homicídios deve cair nos bairros que foram alvos da ‘Operação Sombra’. A investigação do grupo criminoso teve início em junho deste ano.
Todos os suspeitos serão encaminhados à Casa de Custódia e, depois de passarem por triagem, serão conduzidos ao sistema prisional alagoano.
Foto: Rívison Batista
Por Rívison Batista Tribuna Hoje
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