A
crise no sistema prisional brasileiro está cada vez mais assustadora, em
decorrência da falta do controle estatal, das disputas pelos comandos de presídios
por facções criminosas, e, pelo envolvimento de autoridades de poderes
(políticos e judiciário) na conivência de ações criminosas.
A
superlotação carcerária povoou os complexos de diferentes condenados (as vezes
nem condenados), membros de grupos organizados do crime de drogas, de homicídios,
dentre outros delitos. Em decorrência dessa grande comunidade formada por
diferentes interesses, o caos foi estabelecido e mortes foram orquestradas e
executadas, promovendo o maior massacre em penitenciária desde a época do Carandiru; mortes com
requentes de crueldade (decapitação, esquartejamento).
Mas,
esse poder de mostrar violência, não ficou restrito aos presídios; detentos ordenam que ônibus sejam incendiados em várias capitais e grande cidades do País, preocupando, ainda
mais, as autoridades que demonstram interesse em retomar o comando do serviço
carcerário.
Um
dos períodos de maior concentração popular do Brasil está se aproximando: O
Carnaval. E os tradicionais, de rua, que dá a sensação de liberdade, está sendo
visto como uma grande preocupação pelas polícias.
Se
o índice de violência nas edições carnavalescas passadas sempre foi um ponto de
combate pelos governos, o carnaval desse ano vai exigir o dobro de cuidados,
face o poder que as organizações criminosas detem dentro e fora dos presídios.
Foto: Andressa Anholete/AFP
Da Redação, ARTIGO Renner Alves
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