Três ataques
a bancos e um atentado a sede de uma prefeitura municipal, todos com
características semelhantes, foram registrados em cerca de 24 horas em cidades
alagoanas. Os crimes, que envolvem depredação de patrimônio, explosões e
pichações, se assemelham ainda porque em quase todos os locais foram deixadas
mensagens que pedem a transferência de detentos do Presídio do Agreste.
O caso mais
recente ocorreu na Prefeitura de Campo Grande, Agreste de Alagoas, alvo de um
ataque na madrugada dessa segunda (23). O prédio amanheceu em chamas, com
perfurações causadas por projéteis de arma de fogo e diversas pichações.
A ação dos
bandidos, de acordo com a ocorrência registrada pelo 3º Batalhão de Polícia
Militar, ocorreu por volta das 3h50 e deixou o prédio danificado. O conteúdo
das pichações remetem a uma facção criminosa.
Uma guarnição
do Grupamento de Polícia Militar foi acionado para a ocorrência, que foi
registrada como dano ao patrimônio público. Os militares fizeram a segurança do
prédio desde as primeiras horas da manhã, e a perícia foi acionada para
realizar os procedimentos necessários.
Bilhetes
Outro ataque
foi registrado a um banco, na noite desse domingo (22), no bairro do Farol. Foi
a terceira agência bancária danificada em menos de 24 horas. Na madrugada de
domingo, foram registradas duas ocorrências, em Arapiraca e Rio Largo, em um
intervalo de poucas horas.
Em dois
casos, foram encontrados bilhetes, supostamente escritos por pessoas ligadas a
detentos custodiados no Presídio do Agreste, que pedem a transferência dentro
do sistema penitenciário de Alagoas. No último ataque, a mensagem foi escrita
em uma camisa, encontrada por policiais momentos depois de uma tentativa de
explosão a caixas eletrônicos.
De acordo com
informações repassadas por um policial do Centro Integrado de Operações da
Segurança Pública, o ataque teria sido frustrado, já que os bandidos não
conseguiram explodir a agência bancária, e todo o material encontrado foi
entregue ao Comando da Polícia Militar. Em todas as ocorrências, eles teriam
utilizado bombas incendiárias de fabricação caseira, conhecidas como coquetel
molotov.
A Secretaria
de Estado da Segurança Pública investiga a relação entre os ataques.
Do TNH1
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