terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Prefeito de Arapiraca aponta rombo milionário e adota medidas para cortar gastos

O prefeito de Arapiraca, Rogério Teófilo (PSDB), apresentou à imprensa nesta terça-feira (24) um relatório que aponta um rombo milionário nas finanças do município e anunciou medidas para contenção de gastos. Na oportunidade, Teófilo destacou que fará uma auditoria nas contas públicas.
Segundo ele, a previsão é que o município arrecade aproximadamente R$ 10 milhões em recursos próprios em janeiro. No entanto, a expectativa é que as despesas ultrapassem a casa dos R$ 14 milhões. Em caixa, o prefeito afirma ter cerca de R$ 136 mil deixados pela gestão de Célia Rocha (PTB).
"Arapiraca recebeu R$ 125 milhões em recursos federais nos últimos dois meses e arrecadou R$ 35 milhões em recursos próprios. Com esses valores, os servidores e os fornecedores poderiam ter sido pagos. Mas, por que não foram?", questionou após apresentar extratos bancários.
Teófilo frisou que não fará uma "caça às bruxas", mas disse que se sente na obrigação de prestar contas e mostrar a situação em que encontrou a prefeitura. "Não quero condenar ninguém. Mas, quero que a sociedade saiba a verdade, porque os investimentos não são meus, são da sociedade", frisou.
Compromissos não honrados
Entre os problemas encontrados, de acordo com ele, estão o não pagamento de salários e do 13º de servidores públicos, o não pagamento de fornecedores e o parcelamento de um débito com a previdência que vai implicar no pagamento mensal de aproximadamente R$ 500 mil em renegociação.
"Onde foi aplicado os recursos que Arapiraca recebeu nos dois últimos meses do ano? Foram R$ 50 milhões em novembro e R$ 75 milhões em dezembro somente em repasses federais. Foram R$ 35 milhões em recursos próprios. Enquanto os servidores ficaram sem receber, gestores e secretários tiveram o pagamento em dia", ressaltou.
O prefeito afirmou que o quadro encontrado obrigou a nova gestão a adotar uma série de medidas administrativas que visam reduzir os gastos da máquina municipal. Além de cortes, Teófilo anunciou a contratação de uma auditoria, um censo com servidores municipais e a revisão de contratos.
"Nós reduzimos de 16 para 10 secretarias e começamos cortando na própria carne. Inicialmente, cortamos 40% dos cargos comissionados e, agora, anunciamos o corte de mais 40%. Decidimos suspender funções gratificadas e, agora, os secretários terão que justificar a necessidade para o valor seja pago", explicou.
E acrescentou: "Vamos reduzir o número de contratos, convocar os servidores para um senso e vamos checar se as remunerações são proporcionais à titulação".
Da Redação, com Gazetaweb

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