quarta-feira, 12 de abril de 2017

Lava Jato: ministro do STF manda investigar dois senadores de Sergipe

Dois dos três senadores da República por Sergipe aparecem entre os políticos que devem ser investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da operação Lava Jato. Eduardo Amorim (PSC) e Maria do Carmo Alves (DEM) estão na lista do ministro Edson Fachin, relator da operação no STF, divulgada pelo pelo jornal O Estado de S.Paulo nesta terça-feira (11).
De acordo com o jornal, o ministro relator determinou a abertura dos inquéritos com base nas delações dos 78 executivos e ex-executivos do Grupo Odebrecht. A relação dos investigados também inclui nove ministros do governo Temer, 27 senadores e 42 deputados federais, entre eles os presidentes das duas Casas, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, respectivamente. O grupo faz parte do total de 108 alvos dos 83 inquéritos que a Procuradoria-Geral da República (PGR) encaminhou ao STF, todos com foro privilegiado naquela Corte.
No caso dos parlamentares sergipanos, os delatores afirmaram que o então prefeito de Aracaju, João Alves Filho, teria solicitado o pagamento de Caixa 2 no valor de R$ 600 mil para as campanhas de Maria e Eduardo ao Senado, em 2014. 
A quantia foi lançada nas planilhas do setor de propinas em nome de “Branquinho”. Em troca, segundo os depoimentos, a empresa teria favorecimento em projetos de saneamento básico. 
Investigados
Apesar de estar citado no pedido de abertura de dois inquéritos, o presidente da República, Michel Temer, não é alvo de investigação por causa da “imunidade temporária” que o cargo lhe proporciona.
Entre os ministros estão Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil; Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República; Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia; Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional; Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores; Blairo Maggi (PP), da Agricultura; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; Roberto Freire (PPS), da Cultura; e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Os crimes mais frequentes descritos pelos delatores são de corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica, e há também descrições a formação de cartel e fraude a licitações.
F5 News procurou as assessoria dos dois senadores sergipanos, mas até a última atualização desta notícia obteve resposta apenas do senador Eduardo Amorim (veja abaixo). O portal permanece à disposição através do email jornalismof5news@gmail.com.
Resposta Eduardo Amorim
“O meu nome foi citado na “Lista de Fachin” junto ao da senadora Maria do Carmo (DEM/SE) e que o então prefeito João Alves (DEM/SE) teria solicitado R$ 600 mil para as duas campanhas em 2014. Gostaria de esclarecer que não autorizei ninguém a pedir valores para a campanha em meu nome, nunca tive qualquer contato e não conheço os empresários Fernando Luiz Ayres da Cunha Reis e Alexandre José Lopes Barradas – delatores da Lava Jato. nunca e em tempo algum pedi nada a Odebrecht e, repito, não autorizei ninguém a solicitar dinheiro e muito menos tive conhecimento disso. A minha campanha não utilizou recursos de caixa dois. E isso fica comprovado, inclusive, na denúncia divulgada, onde meu nome não aparece como requerente, nem recebedor destes recursos. Quem solicitou valores aos empresários para uso em caixa dois, que explique e responda pelos seus atos. Todas as doações da minha campanha foram oficiais, declaradas e encontram-se à disposição no site do TSE. No mais, estou à disposição da Justiça para possíveis esclarecimentos”
Do F5News

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