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| Foto: Reprodução/RPC |
"Uma parte do meu
salário vai para ele, R$ 2,5 mil", afirmou a funcionária, que também disse
que os pagamentos são feitos desde o primeiro dia dela no cargo.
A jovem e outros assessores
foram ouvidos pela Comissão de Ética da Casa, que apura a denúncia de uma
ex-assessora contra Damasceno. A ex-funcionária afirma que teve que repassar parte do salário que recebia ao
vereador.
Damasceno Júnior também
foi ouvido e afirmou que é vítima de um complô. "Certeza de que foram
manipuladas (as testemunhas). Vamos entrar com meus advogados com processo de
investigação, e vamos até o fim", disse o vereador.
A Comissão de Ética da
Câmara de Cascavel tem até o mês de abril para concluir o caso.
Denúncia
O
vereador Damasceno Júnior foi denunciado à Câmara de Cascavel pela ex-assessora
Elidnéia Silva. Ela foi a primeira a prestar depoimento nesta sexta-feira, e
falou que possuía um acordo com o vereador, para que parte do salário dela
fosse usada para pagar um carro do parlamentar.
Elidnéia trabalhava em uma
garagem onde Damasceno comprou o carro e, segundo ela, foi assim que o
conheceu. Depois, conforme o depoimento da funcionária, ao se tornar assessora,
o vereador disse que ela teria que pagar um valor para o partido.
Também em depoimento, o
funcionário da loja de carros onde ela trabalhava confirmou que quem fazia os
pagamentos do carro era a ex-assessora.
Ela também respondeu a
perguntas dos advogados do vereador, e disse que, em conversas com colegas,
ficou sabendo que outros assessores também repassavam parte dos salários para
ele.
Por RPC Cascavel

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