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| FOTO: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO |
Polícia
Federal (PF) apresentou ao presidente Jair Bolsonaro áudios que mostram o
possível interesse do Primeiro Comando da Capital (PCC) no atentado de que foi
vítima, em setembro do ano passado, durante a campanha eleitoral.
As conversas
foram captadas pelo setor de inteligência e sustentam uma das linhas de
investigação de inquérito que apura se Adélio Bispo, autor da facada, agiu a
mando de alguém.
Bolsonaro
relatou nesta quinta-feira, 28,, durante café da manhã com alguns jornalistas
no Palácio do Planalto, ter ouvido os áudios. Na ocasião, o presidente não
mencionou ter recebido o material da Polícia Federal. O jornal O Estado de S.
Paulo não foi convidado para o encontro.
O Estado apurou
que o presidente teve acesso ao material da PF em encontro no Planalto na
segunda-feira. Estavam presentes na reunião o delegado federal responsável pelo
caso, Rodrigo Morais, o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, o ministro da
Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e o superintendente da PF em Minas
Gerais, o delegado Cairo Costa Duarte.
Antes da
reunião, Moro disse à imprensa que o presidente seria informado do andamento do
inquérito, ainda sem conclusão. "O presidente é a vítima, então, é
interessado. Então, será apresentado a ele o resultado da investigação até o
momento", disse o ministro da Justiça e Segurança Pública na ocasião.
Atualmente, o
inquérito sobre o atentado está na fase final e a principal linha de
investigação tenta esclarecer se o PCC teve participação no ataque. Um dos
focos é saber se a facção criminosa financiou a defesa de Adélio no caso.
Filtro
Na conversa com
jornalistas, Bolsonaro também fez comentários sobre as polêmicas envolvendo
declarações de seus filhos nas redes sociais. O presidente afirmou que "os
filhos não mandam no governo", quando perguntado sobre o comportamento do
vereador Carlos Bolsonaro, pivô de uma crise que culminou com a queda de
Gustavo Bebianno da equipe de ministros. "Nenhum filho manda no governo,
isso não existe", disse o presidente, segundo o UOL. A declaração foi
confirmada ao Estado pela Secretaria de Comunicação da Presidência.
Assim que o
comentário do presidente foi divulgado, Carlos reagiu pelo Twitter. "Como
vocês são baixos! Nenhum dos filhos mandam no governo mesmo e qualquer um que
conversa com o presidente deve e tem de ser filtrado", escreveu.
Bolsonaro
comentou, ainda, sobre os desentendimentos que culminaram com a demissão de
Bebianno. Ele lamentou o vazamento de conversas pelo WhatsApp entre os dois que
culminaram com a demissão do ministro e ex-presidente do PSL, partido do
presidente. Os áudios foram vazados pelo agora ex-ministro. As informações são
do jornal O Estado de S. Paulo.

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