Medida decorre da presença de vermes no lado alagoano do Rio São Francisco
A partir
das 18 horas de ontem (sexta-feira, 5) a gerência de Operação Regional Norte da
Deso suspendeu a captação de água nos municípios sergipanos de Neópolis, Brejo
Grande, no Povoado Saúde, em Santana de São Francisco; na sede de Ilha das
Flores e também no Povoado Serra por causa da presença de vermes no lado
alagoano do Rio São Francisco.
Segundo o
gerente de operações Wilson Viera, a medida é preventiva e como já se sabe que
são vermes conhecidos como poliquetas, que tem hábitos noturnos, a captação
ficará interrompida até às 5 horas deste sábado (6). “O abastecimento vai ficar
parado, mas a população continua recebendo a água tratada. Quem tem
reservatórios nem vai perceber, porque será apenas uma noite. Pela manhã,
iremos até a captação verificar se existe a presença deles”, afirma.
O gerente
conta ainda que medidas mais drásticas vão ser tomadas caso os animais apareçam
no lado sergipano. "Vamos suspender a captação até que a proliferação se
esgote, mas até o momento não há risco algum para as cidades sergipanas”,
afirma.
Wilson
Viera explica que os vermes em proliferação apareceram na captação do Serviço
de Abastecimento de Água e Esgoto (SAAE), em Penedo (AL), e de imediato foi
emitido um alerta na região. “Lá eles pararam de captar enquanto o problema não
era esclarecido. Quando tomei conhecimento do fato, entrei em contato com todos
os operadores que trabalham nas nossas captações para verificar, mas nenhum
verme foi encontrado do nosso lado e continuamos monitorando”, conta,
completando que a Deso está preparada com uma equipe de biólogos e químicos
para qualquer incidente.
Alagoas
O G1
Alagoas conversou com o assessor de relações públicas da SAAE, Caio
Gonçalves, que explicou que com a detecção do problema foi iniciado um
monitoramento. Uma amostra da água com os animais foi enviada para o IMA e para
um especialista da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).
O
professor do curso de engenharia de pesca da UFAL, Claudio Luiz Sampaio,
identificou o tipo de verme como Poliquetas (Polychaeta), um verme aquático da
classe anelídeo. "Este é um caso inédito. O IMA nos orientou a retirar a
maior quantidade possível de vermes. Não podemos colocar cloro, pois a
substância deixa o material cancerígeno. Só às 11h30, quando a maré ficou mais
alta, o fornecimento de água voltou, pois os vermes teriam sido levados pela
correnteza. Estamos correndo atrás para que isso não aconteça de novo",
afirmou o assessor da SAAE Caio Gonçalves.
Foto: Divulgação/SAAE
Da
Redação, com G1
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