Alagoas continua a trilhar no caminho inverso de estados considerados economicamente ricos, como aqueles localizados no centro-sul. Encravado na região Nordeste, onde os indicadores sociais despontam entre os mais negativos do País, o Estado segue driblando a crise econômica graças a medidas adotadas lá atrás, em 2015, no início do atual governo, como ressalta o secretário da Fazenda George Santoro ao comparar os números do primeiro quadrimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, quando a economia começou a respirar e dar sinais de vitalidade.Em quatro meses, a arrecadação do Estado chegou à casa dos R$ 4 bilhões. No mesmo período de 2016, foram arrecadados R$ 3,6 bilhões. Uma diferença de mais de R$ 300 milhões e uma variável de 8,18%. Os números são resultado de tudo que se arrecada com impostos e o Fundo de Participação dos Estados (FPE), como mostra o quadro.
“A gente entrou em 2017 numa situação financeira muito melhor do que em 2016. Entrou o ano com uma gordura, decorrente principalmente de tudo o que fizemos nos dois primeiros anos do governo, quando negociamos muitas despesas. Fomos ajudados pelo acordo da dívida, pela repatriação”, afirma Santoro, ao falar sobre a saúde financeira do Estado nesses quatro meses de 2017.
Ele cita ainda o trabalho realizado para a redução de despesas e revela que Alagoas foi o Estado que mais cresceu em arrecadação no País. “Então, a gente conseguiu dar uma arrumada na casa. Por isso, entramos em 2017 com um Estado bem equalizado, bem diferente de outros estados onde a situação econômica ainda é muito grave”, ressalta.
Do Gazeta de Alagoas
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